A Lirius Suplementos, empresa brasileira que atua no setor de suplementação, chama atenção para uma questão que tem ganhado destaque à medida que a personalização se torna um dos principais focos do mercado: as empresas estão realmente lançando linhas de suplementos específicas para energia, beleza, imunidade, sono e desempenho ou apenas reorganizando seus portfólios em categorias mais atraentes para personalizar a experiência do consumidor?
O problema não está na quantidade de opções em si, mas sim no que elas realmente representam. No entanto, quando há muitas alternativas, a escolha pode se tornar mais complexa, pois nem sempre a opção ideal é evidente. Isso torna a promessa de personalização um desafio que vai além da diversidade de portfólios.
O presente artigo aborda a distinção entre a segmentação de produtos por categoria e a personalização efetiva da experiência de escolha. Ademais, discorre sobre os elementos necessários para que a personalização deixe de ser uma exceção no mercado.
Segmentar por categoria não é o mesmo que personalizar
A organização de produtos em linhas temáticas facilita a navegação em um catálogo extenso, porém não considera, por si só, a rotina, os hábitos ou o contexto individual do consumidor. A linha “energia” é recomendada para pessoas que treinam pesado e para quem enfrenta uma rotina de sono irregular. Essas situações demandam abordagens diferentes.
A Lirius entende essa distinção como ponto de partida para qualquer discussão séria sobre personalização: categorizar por objetivo declarado é um recurso de organização comercial, enquanto personalizar de fato exigiria compreender variáveis que uma prateleira, física ou digital, dificilmente capta sozinha.
Variáveis como rotina de sono, nível de estresse, hábitos alimentares e histórico de uso de outros suplementos raramente são consideradas em uma simples divisão por categoria. Desconsiderando o conjunto de informações apresentado, qualquer linha de produto permanece, em sua essência, como uma forma organizada de apresentar opções genéricas.
O que falta para a personalização de produtos realmente atender às necessidades dos consumidores?
Questionários digitais preenchem essa lacuna, coletando informações sobre rotina e objetivos antes de sugerir produtos. Ainda assim, a maioria desses formulários orienta o consumidor entre opções já existentes no portfólio, o que aproxima o processo mais de uma triagem inteligente do que de uma criação individual de fórmula.

Para a Lirius Suplementos, a tecnologia empregada nesse tipo de questionário tem valor real quando organiza informação de forma útil, porém perde credibilidade se for apresentada como algo mais sofisticado do que realmente é. A prática de designar um processo de “personalização” quando, na verdade, se trata de um direcionamento do consumidor entre categorias pré-definidas não corresponde à experiência de compra esperada.
O risco de transformar personalização em estratégia de marketing
Quando toda a segmentação de portfólio passa a ser chamada de personalização, a palavra perde significado e a promessa se esvazia diante do consumidor mais atento. Esse desgaste é especialmente perceptível no setor de suplementação, em que expectativas infladas sobre tecnologia podem se sobrepor à informação básica que qualquer produto já deveria oferecer.
A Lirius Suplementos possui a ciência de que a maneira mais responsável de proceder é a comunicação precisa acerca das funcionalidades de cada ferramenta, evitando-se transformar um questionário de triagem em promessa de fórmula individualizada que não será entregue.
A paralisia da escolha: como tantas opções podem nos deixar mais confusos?
De forma irônica, o crescimento do portfólio, idealizado para atender públicos distintos, pode gerar mais dificuldade na decisão de compra, em vez de facilidade. Em face de inúmeros produtos com propostas similares, o consumidor geralmente destina mais tempo à comparação do que à escolha efetiva, um efeito denominado paralisia de escolha.
A redução desse atrito depende menos de um aumento no número de opções e mais de uma organização das informações que permita ao consumidor fazer uma comparação rápida e precisa entre os produtos. A Lirius Suplementos, com experiência no setor, considera que o próximo passo do setor é tornar cada categoria mais clara para os consumidores, em vez de se concentrar na multiplicação de categorias.
Em última análise, a questão apresentada no início deste artigo pode não ter uma resposta unívoca. Parte do que se denomina personalização atualmente corresponde a uma segmentação bem executada, e isso não é necessariamente prejudicial, desde que apresentado como tal. O problema emerge quando a linguagem oferece mais individualização do que o processo, na prática, é capaz de proporcionar à outra parte.