Após empate decepcionante com o Marrocos, Seleção entra em campo na Filadélfia pressionada por uma vitória que recoloque o time na briga pela liderança do grupo.
A Seleção Brasileira volta a campo nesta sexta-feira, 19 de junho, para enfrentar o Haiti na segunda rodada do Grupo C da Copa do Mundo 2026. O confronto está marcado para o Lincoln Financial Field, na Filadélfia, e acontece após o Brasil ter ficado no empate por 1 a 1 com o Marrocos em sua estreia no torneio. A expectativa em torno da partida cresceu ao longo da semana, já que o resultado de hoje pode definir o tom da campanha brasileira na primeira fase do Mundial. Olympics
A principal dúvida que ronda os torcedores é simples e direta: o time de Carlo Ancelotti consegue se recuperar do tropeço inicial e voltar a jogar com a confiança esperada de uma seleção pentacampeã? A resposta passa tanto pelo desempenho tático em campo quanto pelas mudanças que o treinador italiano pode promover na equipe titular para este confronto decisivo.
Como foi a estreia e o que o Brasil precisa corrigir
A apresentação do Brasil contra o Marrocos, no último sábado, ficou longe do que a torcida esperava de uma seleção favorita ao título. A equipe brasileira foi dominada na maior parte da etapa inicial e sofreu o gol em um contra-ataque veloz dos africanos, sem conseguir se encontrar em campo e errando muito durante boa parte da partida. O lance que mais resumiu a evolução do time veio aos 31 minutos, quando a qualidade individual falou mais alto. Vinícius Júnior recebeu passe de Bruno Guimarães pela esquerda, driblou o marcador e bateu forte e cruzado para empatar a partida, em um dos melhores momentos individuais do Brasil na Copa até aqui. Agência BrasilAgência Brasil
Apesar do gol dereação, o time seguiu instável. No total dos 90 minutos, a posse de bola ficou bastante equilibrada, com 51% para o Brasil e 49% para o Marrocos, enquanto a seleção brasileira finalizou 12 vezes, sendo cinco no alvo, contra 14 finalizações marroquinas, das quais três foram na direção do gol. Os números reforçam a sensação de um jogo parelho, distante da supremacia técnica que se espera de uma seleção historicamente favorita. O próprio técnico reconheceu as dificuldades enfrentadas pela equipe logo após o apito final. Ancelotti resumiu que houve um pouco de ansiedade no time, especialmente no primeiro tempo, quando o adversário pressionou e criou transições perigosas, e admitiu que esperava um começo melhor na competição. OlympicsGazeta do Povo
O que esperar do duelo com o Haiti
Para o confronto desta sexta-feira, o histórico entre as seleções aponta amplo favoritismo brasileiro. No retrospecto geral entre os dois países, o Brasil venceu todos os três jogos disputados, sendo o mais recente um placar de 7 a 1 em 2016, pela Copa América daquele ano, com hat-trick de Philippe Coutinho. Ainda assim, o caráter inédito do confronto em Copas do Mundo e o contexto de pressão após o tropeço na estreia tornam a partida menos previsível do que os números históricos sugerem. Esta será apenas a segunda participação do Haiti em um Mundial, sendo a primeira em 1974, o que reforça o caráter histórico do confronto entre as duas seleções. soccerwaysoccerway
A escalação também deve passar por ajustes em relação ao primeiro jogo. Para o duelo contra o Marrocos, Ancelotti já havia promovido mudanças na equipe titular, e o desgaste de jogadores amarelados no primeiro confronto, como Casemiro e Ibañez, levou a substituições ainda durante a etapa final daquela partida. Para o segundo tempo contra os marroquinos, o treinador optou por tirar os dois jogadores pendurados e lançar Danilo e Fabinho em campo, sinalizando que o banco de reservas pode novamente ser acionado caso o time apresente instabilidade defensiva. Uma vitória nesta sexta-feira coloca o Brasil em posição confortável na briga pela liderança do grupo antes do confronto final contra a Escócia, marcado para a próxima quarta-feira, em Miami. Agência Brasil
O resultado de hoje tem peso direto no caminho da Seleção até as fases eliminatórias da Copa do Mundo. Uma vitória reaproximaria o Brasil do primeiro lugar do grupo e aliviaria a pressão sobre Ancelotti antes do decisivo confronto com a Escócia. Já um novo tropeço ampliaria as cobranças sobre a comissão técnica e tornaria o último jogo da fase de grupos praticamente uma decisão. Para o torcedor brasileiro, a expectativa é de uma resposta em campo, com uma atuação mais segura do que a apresentada na estreia. O jogo desta sexta-feira, às 21h30 no horário de Brasília, deve repetir o clima de torcida nacional em frente às telas, na esperança de ver o time recuperar a confiança logo na segunda partida do torneio.
Fontes: CNN Brasil | Agência Brasil | Olympics.com | Gazeta do Povo | Soccerway
Autor: Diego Rodríguez Velázquez