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Info Jornal Notícias > Blog > Tecnologia > Brasil aprova estratégia nacional de ciência e tecnologia até 2034: por que o plano pode acelerar inteligência artificial e inovação
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Brasil aprova estratégia nacional de ciência e tecnologia até 2034: por que o plano pode acelerar inteligência artificial e inovação

Diego Velázquez
Diego Velázquez Publicado 06/08/2026
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Nova estratégia define prioridades para a próxima década e abre caminho para investimentos em IA, pesquisa, indústria e formação de profissionais.

Contents
O que prevê a nova estratégia nacional para ciência, tecnologia e inovaçãoInteligência artificial aparece como uma das prioridades para a próxima décadaO que muda para universidades, empresas e para a sociedade

O Brasil deu um passo importante para orientar sua política de inovação ao aprovar a nova Estratégia Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (ENCTI) 2024-2034, documento que passa a servir como referência para o planejamento das ações do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) ao longo dos próximos dez anos. Publicada por meio da Portaria nº 10.226, a estratégia estabelece diretrizes para fortalecer a pesquisa científica, estimular o desenvolvimento tecnológico, ampliar a competitividade da indústria e consolidar o país em áreas estratégicas como inteligência artificial, semicondutores, biotecnologia, computação avançada e transição energética. Um dos primeiros desdobramentos da medida será a elaboração, em até 120 dias, do Plano de Ação em Ciência, Tecnologia e Inovação (PACTI), que detalhará metas, programas e investimentos para o período de 2027 a 2031. (ConvergenciaDigital)

A aprovação da estratégia ocorre em um momento em que governos de todo o mundo ampliam investimentos em inovação diante da corrida tecnológica impulsionada pela inteligência artificial. Países como Estados Unidos, China e membros da União Europeia aceleram programas de pesquisa, infraestrutura digital e formação de especialistas para fortalecer sua competitividade global. No Brasil, o novo documento busca organizar políticas públicas capazes de integrar universidades, institutos de pesquisa, empresas, startups e órgãos governamentais em torno de objetivos comuns, criando um ambiente mais favorável à inovação e ao desenvolvimento econômico sustentável. A expectativa é que a estratégia também fortaleça iniciativas já em andamento, como o Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (PBIA), ampliando a capacidade tecnológica nacional. (Poder 360)

O que prevê a nova estratégia nacional para ciência, tecnologia e inovação

A ENCTI 2024-2034 foi concebida para orientar políticas públicas de longo prazo, reduzindo a descontinuidade que costuma ocorrer entre diferentes governos. O documento estabelece uma visão estratégica para o fortalecimento do Sistema Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação, indicando prioridades que deverão receber atenção especial durante a próxima década. Entre elas estão o incentivo à pesquisa científica, o fortalecimento da infraestrutura laboratorial, a formação de recursos humanos altamente qualificados, o estímulo à inovação empresarial e a ampliação da cooperação internacional. (Poder 360)

A portaria também determina a criação de um grupo de trabalho responsável por elaborar o Plano de Ação em Ciência, Tecnologia e Inovação (PACTI). Esse documento deverá transformar as diretrizes gerais da estratégia em metas concretas, com cronogramas, indicadores de desempenho, definição de responsabilidades institucionais e mecanismos de monitoramento. O prazo estabelecido para essa etapa é de 120 dias, período em que especialistas, representantes da comunidade científica e órgãos públicos deverão consolidar propostas capazes de orientar investimentos entre 2027 e 2031. (ConvergenciaDigital)

Outro aspecto importante da estratégia é a integração entre ciência, tecnologia e desenvolvimento econômico. O governo pretende aproximar universidades, centros de pesquisa e setor produtivo para acelerar a transformação de conhecimento científico em produtos, serviços e soluções capazes de gerar empregos, aumentar a produtividade e fortalecer a competitividade internacional da indústria brasileira. Essa aproximação também é considerada essencial para reduzir a dependência tecnológica externa em setores estratégicos.

Inteligência artificial aparece como uma das prioridades para a próxima década

Entre os temas mais relevantes da nova estratégia está o fortalecimento das políticas relacionadas à inteligência artificial. A tecnologia passou a ocupar posição central nas discussões sobre desenvolvimento econômico em razão de seu potencial para transformar praticamente todos os setores da economia, desde a indústria até a saúde, educação, agricultura, serviços públicos e segurança cibernética. O planejamento do MCTI dialoga diretamente com o Plano Brasileiro de Inteligência Artificial, que prevê investimentos em infraestrutura computacional, pesquisa científica, formação profissional e desenvolvimento de aplicações nacionais. (Poder 360)

Especialistas avaliam que o fortalecimento da capacidade científica brasileira será decisivo para que o país participe de forma mais competitiva da economia digital. Além do desenvolvimento de algoritmos, a inteligência artificial depende de infraestrutura robusta, como data centers, redes de alta velocidade, supercomputadores e profissionais especializados em ciência de dados, engenharia de software e computação avançada. A nova estratégia busca justamente criar condições para ampliar essa capacidade tecnológica ao longo dos próximos anos.

Outro objetivo consiste em estimular maior participação das empresas brasileiras na produção de tecnologias de alto valor agregado. A expectativa é que programas de inovação incentivem startups, universidades e centros tecnológicos a desenvolver soluções nacionais para desafios relacionados à produtividade, sustentabilidade, saúde pública, mobilidade urbana e digitalização dos serviços governamentais. Com isso, o Brasil pretende fortalecer sua autonomia tecnológica e ampliar sua inserção nas cadeias globais de inovação.

O que muda para universidades, empresas e para a sociedade

Embora o documento tenha caráter estratégico, seus efeitos podem alcançar diferentes segmentos da sociedade. Universidades e institutos federais tendem a ganhar maior previsibilidade para planejar projetos de pesquisa alinhados às prioridades nacionais. Empresas de tecnologia poderão contar com ambiente institucional mais favorável para desenvolver soluções inovadoras, enquanto startups podem encontrar novas oportunidades de financiamento e cooperação científica. Ao mesmo tempo, estados e municípios poderão utilizar as diretrizes da estratégia para estruturar políticas regionais de inovação compatíveis com o planejamento federal. (Poder 360)

A formação de profissionais também ocupa papel central na nova política. O documento reconhece que o avanço tecnológico exige ampliação da oferta de pesquisadores, engenheiros, cientistas de dados e especialistas em áreas estratégicas. Investimentos em educação superior, pesquisa aplicada e capacitação técnica deverão integrar o futuro Plano de Ação, buscando reduzir gargalos relacionados à escassez de mão de obra altamente qualificada.

Outro ponto relevante é a preocupação com a continuidade das políticas públicas. Historicamente, especialistas apontam que projetos científicos de longo prazo sofrem impactos quando há mudanças frequentes nas prioridades governamentais. Ao estabelecer uma estratégia com horizonte até 2034 e prever mecanismos permanentes de acompanhamento, o governo busca oferecer maior estabilidade institucional para pesquisadores, empresas e investidores.

Nos próximos meses, o foco estará na elaboração do Plano de Ação em Ciência, Tecnologia e Inovação, que deverá detalhar como as diretrizes serão transformadas em programas concretos, metas mensuráveis e fontes de financiamento. O sucesso dessa etapa será determinante para que a estratégia produza resultados efetivos e fortaleça a capacidade do Brasil de competir em áreas decisivas para o futuro, como inteligência artificial, transformação digital, inovação industrial e desenvolvimento científico. (ConvergenciaDigital)

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